21º Festival de Joinville recebe pernambucanas |
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21/07/2003
A Academia Fátima Freitas leva para o evento, considerado o mais importante festival de dança do Brasil, três coreografias com bailarinas do Estado por JOANA AQUINO Os largos saltos de pequenas e talentosas passistas ganharam, mais uma vez, o reconhecimento além do Estado. As bailarinas da categoria infantil da Academia de Danças Fátima Freitas participam mais uma vez do concurso mais importante do País, o 21º Festival de Joinville, que vai até o próximo dia 27. O grupo de 11 crianças, entre 10 e 12 anos, é tri-campeão do festival e foi recentemente indicado pelo Conselho Brasileiro de Dança (CBDD) como destaque nacional da categoria infantil. As mesmas dançarinas ainda conquistaram prêmios em festivais em São Paulo. Somos os únicos representantes de peso do Nordeste, afirma Fátima Freitas, responsável pelas coreografias do grupo. O festival é uma grande vitrine para divulgação de futuros grandes talentos do cenário da dança nacional. São mais de 10 mil pessoas na platéia, incluindo importantes bailarinos e diretores de balés, como os do Bolshoi brasileiro. As coreografias da academia recifense são sempre reconhecidas pelas belas apresentações de frevo e maracatu. Fazemos sempre questão de divulgar a cultura do Nordeste, e, principalmente, do nosso Estado, destaca Fátima. Além de abocanhar vários prêmios em grandes festivais do País, as dançarinas já estiveram sob os holofotes de programas de televisão nacionais. As danças são admiradas pelas dificuldades dos passos e, também, pela qualidade técnica, completa. Nesta edição do festival, as meninas levam a coreografia Sinfonia Nordestina, assinada por Fátima e Thereza Rachell. São cinco minutos de homenagem à Luiz Gonzaga e, além de dançar, as crianças cantam e tocam flauta ao vivo. O tempo é curto, mas a apresentação é dinâmica. São vários ritmos e troca de cenários e figurinos, revela Fátima. E nesta edição, além da já consagrada categoria infantil, o balé conseguiu emplacar mais duas categorias no festival. Na Júnior de Dança Contemporânea, oito adolescentes apresentam a dança Carnaval, que mistura as técnicas do balé clássico com ritmos populares. É emocionante ver os passos de frevo feitos com sapatilha de ponta, observa Fátima. Já na apresentação solo-contemporânea, na categoria Júnior, a bailarina Fláira Cardozo mostra Deusa da Mata, um misto de caboclinho e balé clássico. Essas duas coreografias passaram por testes de seleção. Ficamos muito satisfeitos com o resultado, vibra a professora. Mas, em meio a tantas boas notícias, uma desmotivou o grupo. Tivemos uma incrível dificuldade de conseguir algum apoio da prefeitura e do Governo. Só recebemos, de última hora, três passagens pelo Governo do Estado. É um absurdo que a dança não seja respeitada em Pernambuco. Estamos, afinal de contas, levando o nome do Estado neste festival, desabafa Fátima. (© Jornal do Commercio-PE)
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